
Escolas Municipais do Campo também estão ameaçadas com ameaças às escolas estaduais. No Paraná, a dualidade administrativa, ou seja, em uma mesma estrutura pública escolar funcionarem escolas municipais e estaduais é uma realidade nos interiores e cidades pequenas paranaenses. Muitas escolas do campo municipais correm o risco iminente de fechar se dá porque a escola estadual já teve suas atividades encerradas anteriormente, e vice-versa. É possível reverter e reabrir escolas. A história mostra que quando a comunidade está organizada pelo bem comum do direito à educação contextualizada e próxima de onde vivem, as conquistas para as famílias que vivem e trabalham no campo se materializam.

A SEED e os NRE’s, há tempos vem demonstrando de maneira nítida qual o projeto para as escolas do campo: Fechar, diminuir, ofertar menos recursos, sugerir propostas alinhadas ao agronegócio, não ofertar de maneira ampliada formação específica para os professores e professoras das escolas do campo e não estimular campanhas de promoção das escolas do campo, campanhas de matrículas e rematrículas. Esse posicionamento se aprofunda na apresentação de técnicos da SEED e núcleos ao apresentarem supostas “pesquisas” demonstrando apenas numericamente a diminuição de estudantes, sem considerar que a Educação é um dever da SEED em promover e desenvolver, ou seja, quando se apresenta determinados documentos, é atestado também um projeto de acabar com a possibilidade da oferta da educação a crianças, jovens e adolescentes que moram no campo, impactando pais, mães e famílias que possuem seus vínculos, raízes, histórias, memórias e muitas outras relações que são importantes para a construção de vidas, de cidadãos, de pessoas com capacidade de decidir sobre seu futuro. Este projeto, de fechamento de escolas em curso, é de negação do futuro. É necessário denunciar e demonstrar que a ESCOLA É VIDA NA COMUNIDADE. Que há maneiras de fortalecer as escolas e comunidades.

